Troféu Santa Clara 2011 elege o pior da televisão

Pelo quarto ano consecutivo, o blog TELE-VISÃO promove o Troféu Santa Clara, premiação fictícia que comemora a passagem do dia 11 de agosto, dia de Santa Clara, padroeira da TV. O evento reúne um júri de blogueiros especializados em TV que vota livremente nos piores em 15 categorias. Neste ano, o corpo de jurados conta com 14 blogueiros, que são: Lucas Andrade (Portal Cascudeando), Fabio Maksymczuk (Fabio TV), Aion Rollof (Jornal TV), Augusto Cesar (Galeria de Novelas), Pedro Britto (Opinião e Opção), Daniel Abrão (SBT News), Daniel Cury (Curyoso), Jean Marcos Rivelles (Blog de Novelas), Jefferson Balbino (No Mundo dos Famosos), Luana Guimarães (Blog de Arte e Cultura), Luly (Séries|Música|Filmes|Etc), Paulo Victor (Séries no PC), Talita Cruz (Buscando o Foco) e André San (Tele-Visão). A “premiação” consiste em fazer uma crítica bem humorada sobre a programação da televisão brasileira e os “vencedores” você conhece logo abaixo:

Pior novela: “Amor e Revolução”

Em sua primeira novela original no SBT, Tiago Santiago errou feio com Amor e Revolução. A trama micou na audiência e se perdeu. “[A novela] explorou a espetacularização da violência, marca que já foi abandonada pela Record há algum tempo, depois do desgaste da estratégia. Tiago Santiago estereotipou a figura dos militares como ‘vilões’ e dos grupos de esquerda como ‘santos e bonzinhos’”, justifica Fabio. “O texto ruim e a prepotência do Tiago Santiago, aliados às boas produções da concorrência fazem dela a pior novela. Tem seus méritos, apesar de tudo”, ressalva Daniel Cury. Oito votos.

Foram lembradas: Araguaia (3 votos); Morde & Assopra (3 votos).

Pior ator: Jonatas Faro

O Rafael Cortez de Insensato Coração teve cenas de alto teor dramático, pois enfrentou a morte da mãe e a prisão do pai, além de altos e baixos na relação com Cecília (Giovanna Lancelotti). Mas o ator não soube imprimir todo este drama e esteve inexpressivo a maior parte do tempo. “Apesar de ter melhorado um pouco nos últimos capítulos, em muitas cenas onde poderia ter mostrado o mínimo de talento, foi extremamente ruim. Principalmente na cena da descoberta da morte de sua mãe Clarice (Ana Beatriz Nogueira)”, comenta Luana. Talita concorda: “o personagem dele está sempre com a mesma expressão e ele não conseguiu demonstrar emoção em cenas importantes, como a morte da mãe e a descoberta de que não é pai do filho que a namorada espera”. Quatro votos.

Foram lembrados: Klebber Toledo (2); Sandro Rocha (2); Bernardo Marinho (1); Claudio Lins (1); Marcos Pasquim (1); Paulo Vilhena (1); Rodrigo Andrade (1).

Pior atriz: Suzana Vieira

Ao lado do autor Aguinaldo Silva, reeditou a personagem Lara Romero, de Cinquentinha, na série Lara com Z. Interpretando uma personagem muito parecida com ela mesma, Suzana a transformou numa caricatura. “Uma pessoa que faz a si mesmo não é atriz.”, observa Daniel Cury. “Este ano ela merece, por interpretar a si mesma em Lara com Z é muito fácil!”, exclama Britto. Três votos.

Foram lembradas: Maria Clara Gueiros (2); Carolina Dieckmann (1); Deborah Secco (1); Geyse Arruda (1); Helena Ranaldi (1); Ildi Silva (1); Luciana Vendramini (1); Milena Toscano (1); Nívea Stelmann (1).

Pior apresentador: Fausto Silva e José Luiz Datena

Dois apresentadores praticamente “sósias” empataram e dividem a estatueta deste ano. Em comum, os dois têm não somente o mau humor, mas também o deselegante hábito de distribuir “patadas” na produção no ar. É uma barbaridade! “Só o fato dele não deixar ninguém falar já seria um bom motivo para o voto. Porém, além disso, o programa dele está chato e cheio de quadros repetidos toda a semana”, diz Aion, que votou em Faustão. Sobre Datena, Jean justifica: “ato lamentável sair da Record pela porta dos fundos”. Dois votos cada.

Foram lembrados: André Vasco (1); Britto Jr (1); Gugu Liberato (1); Luciano Faccioli (1); Luciano Huck (1); Marcelo de Carvalho (1); Mario Frias (1); Roberto Justus (1); Rodrigo Faro (1).

Pior apresentadora: Daniela Albuquerque

Bi-campeã na categoria, a musa do Dr. Rey ainda se atrapalha na condução do matinal Manhã Maior. Outro dia mesmo, soltou um “maniquista”, se referindo a um maquinista. Humor involuntário, a gente se vê por aqui! “É uma gafe atrás da outra e ainda comentários impertinentes e sem conteúdo”, comenta Daniel Abrão. “Deus pediu para Daniela escolher entre beleza e talento. Todos sabemos qual foi a preferência da Sra. Dallevo, não?! Não tem como esquecer o seu funesto desempenho na cobertura do casamento real, comparando a rainha Elizabeth II à Hebe Camargo e posando de Gloria Kalil ao comentar os trajes dos convidados”, lembra Augusto. Quatro votos.

Foram lembradas: Christina Rocha (3); Patricia Abravanel (2); Ana Furtado (1); Ana Hickmann (1); Luciana Gimenez (1); Viviane Romanelli (1).

Pior programa humorístico: “Zorra Total”

Reúna um time de bons humoristas, faça-os interpretar esquetes batidos, com piadas que se repetem semana a semana e sirva numa noite de sábado. O que temos? Um dos humorísticos mais sem-graça de todos os tempos! “O programa, assim como o já extinto Casseta & Planeta Urgente!, perdeu a graça há muito tempo”, compara Jefferson. “Zorra Total rende poucas risadas para os telespectadores. É uma opção que persiste no ar por vários anos por pura inércia da Rede Globo” diz Fabio. Sete votos.

Foram lembrados: Legendários (2); Pânico na TV (2); Aventuras do Didi (1); Os Anjos do Sexo (1); Show do Tom (1).

Pior locutor esportivo: Galvão Bueno

Galvão coleciona estatuetas no Troféu Santa Clara! Quando anunciou sua aposentadoria, o pessoal ficou triste... porque ela só vai acontecer depois da Copa de 2014! “[O pior locutor] continua sendo e sempre será Galvão Bueno, por sua ‘babação’ e ‘puxação de saco’ com certos jogadores, comentário pessoal, entre outras coisas que faz ao vivo durante as transmissões dos jogos”, comenta Paulo Victor. “[É o Galvão] simplesmente porque ele ainda não calou a boca”, brinca Lucas, lembrando da campanha Cala Boca Galvão, que fez sucesso no Twitter em 2010. Onze votos!

Foram lembrados: Luciano do Vale (1); Silvio Luis (1).



Escrito por André San às 12h36
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Outros vencedores do Troféu Santa Clara 2011

Pior programa jornalístico: “Cidade Alerta”

O programa saiu do ar em 2005 e não fez a menor falta. Mesmo assim, alguém sem juízo na Record decidiu “ressuscitá-lo”, mas, sem estrutura e com apresentador iô-iô, a atração de gosto duvidoso ainda não justificou sua volta. “Voltou de uma hora pra outra, não trouxe audiência e desestabilizou ainda mais a estrutura da Record, que está sucumbindo dia após dia”, constata Lucas. “Além do entra-e-sai do Datena, o programa consegue não ter nenhum atrativo e nenhuma novidade. Pra quê tanto auê em cima de algo que não trouxe novidade?”, pergunta Daniel Cury. Cinco votos.

Foram lembrados: Record Notícias (3); SBT Brasil (2); Brasil Urgente (1); Câmera Record (1); Conexão Repórter (1); Jornal do SBT (1).

Pior programa infantil: “TV Globinho”

Tri-campeã na categoria, a sessão de desenhos das manhãs globais conseguiu, neste ano, o que parecia impossível: ficar ainda pior do que já era. A anunciada reformulação e a entrada dos apresentadores Eric e Letícia deixou o infantil ainda mais boboca. Pufavô, nos deixem em paz com nossos desenhos! “TV Globinho continua horrível para programa infantil! Sorte deles que se livraram daquele Paulo Mathias Jr. Muito ruim!!! Arranjaram uma dupla melhorzinha agora...”, disse Jean. “A Globo não sabe se quer passar só desenhos ou se coloca apresentadores pra interagir. A atual dupla não merece nem comentários. Todos que passam por lá só sabem ler o TP e nem isso fazem direito, fica tudo muito artificial”, decreta Daniel Abrão. Dez votos.

Foram lembrados: Bom Dia e Cia (1); Carrossel Animado (1); Record Kids (1); TV Kids (1).

Pior revista eletrônica de variedades: “Manhã Maior”

Pelo segundo ano consecutivo, a atração matinal da RedeTV leva a estatueta de pior revista eletrônica. Afinal, não é tarefa fácil desbancar a dupla Daniela Albuquerque e Keila Lima! “O programa conta com a pior apresentadora (Daniela Albuquerque), pega carona no TV Fama constantemente e quando resolvem levar algum especialista para discutir algo importante, a entrevista muitas vezes não rende e o tempo dedicado é pouco. Não acrescenta muita coisa para o telespectador”, analisa Talita. “Sinceramente, o programa tenta desde o início ser uma revista eletrônica, mas até hoje não se encontrou. Pautas que não tem nada a ver, troca-troca de apresentadores e reprise de matérias do TV Fama – não dá pra chamar isso de revista eletrônica”, decreta Paulo Victor. Oremos por Santa Clara pra que Regina Volpato dê um jeito naquilo! Seis votos.

Foram lembradas: A Tarde É Sua (4); Mais Você (2); Fantástico (1).

Pior programa de auditório: “O Melhor do Brasil”

Há anos refém dos mesmos quadros, o programa de Rodrigo Faro começa a andar em círculos. Duelo Fura-Olho e Dança Gatinho já enjoaram há muito tempo! “Por favor, alguém tenha bondade de avisar a emissora ou ao apresentador que ninguém mais tá achando graça no Dança Gatinho? Ou que a gente sabe que aquele quadro Vai dar Namoro é tudo armado? Ou, ao menos, sejam mais sinceros e troquem o nome O Melhor do Brasil”, sugere Luly. “A plateia ganha cachê para assistir Rodrigo Faro bancando o palhaço? Quem sorrir deve ganhar um bônus, só pode!”, pergunta Augusto. Cinco votos. É tri!

Foram lembrados: Tudo É Possível (2); TV Xuxa (2); Domingão do Faustão (1); Legendários (1); Programa do Gugu (1); Programa do Ratinho (1); Programa Silvio Santos (1).

Pior reality show: “Big Brother Brasil”

Em 2011, o reality show deu claros sinais de desgaste. Elenco mal escalado, regras frágeis e reviravoltas malucas não adiantaram para deixar a competição mais interessante. “A direção escolheu alguns perfis que explorariam o lado sexual. Isso não daria certo na TV (pode até provocar burburinhos na internet). O telespectador rejeita apelação em um programa voltado para a toda família. As festas que exploraram a vulgaridade de muitos brothers e sisters foram um indício da proposta. Não funcionou. O público quer acompanhar uma boa história de vida. Pessoas do bem. Personalidades que passam algum exemplo de vida. Brasileiros comuns”, analisa Fabio. Seis votos.

Foram lembrados: Ídolos (4); A Fazenda (1); Esquadrão do Amor (1); Hipertensão (1); The Phone (1).

Pior série: “Lara com Z”

Lara com Z foi uma mistura de nada com coisa nenhuma. Trama fraca, argumento recheado de clichês, personagens bobos e um dos episódios finais mais idiotas de todos os tempos! “Lara com Z desagradou. Não merece volta! Suzana Vieira perdeu a mão...”, diz Jean. “A aposta de Aguinaldo Silva não foi tão bem-sucedida como ele insistia em fazer as pessoas acreditarem. Tanto o roteiro como a produção beiraram o ridículo, mas confesso que mesmo assim acompanhei até o final...”, revela Britto. Seis votos.

Foram lembradas: Batendo Ponto (4); A Grande Família (1); CSI (1); Malhação (1); Os Anjos do Sexo (1).

Fiasco do ano: a volta do “Cidade Alerta” e a indecisão de Datena

José Luiz Datena deixou a Band para ressuscitar sua antiga atração, Cidade Alerta, na Record. 47 dias depois, fez o caminho de volta. Na Band, tenta recuperar seu público, enquanto o policialesco da Record não é nenhum estouro na audiência. “[O Cidade Alerta] fiascou sendo relançado com a volta de Datena, fiascou perdendo o Datena e fiascou mais ainda sem o Datena, correndo o risco de sair do ar por baixa audiência. Sinceramente, é o fiasco do ano não só pra Rede Record, mas para a TV brasileira neste ano”, decreta Paulo Victor. “Cidade Alerta não encaixa no perfil adotado pela Record desde 2004. Datena voltou de mala e cuia para a Band. Constrangedor”, conclui Fabio. Nove votos.

Foram lembrados: Amor e Revolução (2); cancelamento de Aline (1); dancinhas do Rodrigo Faro (1); Lara com Z (1); falsa morte de Amin Khader (1).

Pior programa da televisão brasileira: “A Tarde É Sua” e “Cidade Alerta”

Dois programas empataram com três votos cada e dividem a estatueta de pior programa da televisão brasileira. Cidade Alerta, que também foi eleito o pior jornalístico, só faz explorar a desgraça alheia e reprisar matérias. E como desgraça pouca é bobagem, A Tarde É Sua segue cobrindo velórios e explorando o noticiário policial. “Sonia Abrão se ‘supera’ a cada ano. Assista o programa se você quiser saber o que  aquela sua sub-sub-sub ex-celebridade anda fazendo (ou qual a necessidade que tá passando), qual o mais recente morte/enterro de famoso, e claro, qual o andamento do caso Eliza Samudio. Pior que isso, tô tentando lembrar”, ironiza Luly.

Foram lembrados: Superpop (2); Balanço Geral (1); Big Brother Brasil (1); Dr. Hollywood (1); Tudo a Ver (1); Vídeo News (1); Vídeo Show (1).



Escrito por André San às 12h34
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Troféu Santa Clara: menções honrosas

A novela Amor e Revolução levou fácil o troféu como pior novela, sendo votada por oito jurados. Mas Morde & Assopra, o samba do robô doido criado por Walcyr Carrasco, e Araguaia, o lenga-lenga rural de Walther Negrão, empataram na segunda colocação, levando três votos cada uma. “Morde & Assopra, título confuso e inadequado. Walcyr Carrasco, mesmo sendo talentoso, sempre se limita a escrever novelas óbvias. Morde & Assopra começou mal, porém deu uma virada, por conta do talento de Cássia Kiss, e não pela originalidade do núcleo (que nem original é)”, analisa Luana. Já Jefferson elegeu Araguaia a pior da temporada. “A história não era atrativa e o trio de protagonistas (Murilo Rosa, Cléo Pires e Milena Toscano) estava aquém do esperado. O único destaque da trama foi o trio de veteranos: Eva Wilma, Lima Duarte e Laura Cardoso, com brilhantes interpretações”, justifica.

As categorias pior ator e pior atriz, como sempre, são bastante disputadas, já que são várias as opções. Jonatas Faro e Suzana Vieira levaram por poucos votos, dividindo a atenção com nomes como Maria Clara Gueiros, a Bibi de Insensato Coração, e Klebber Toledo, o Guilherme de Morde & Assopra. Maria Clara foi votada por Fabio e Talita, que a consideram repetitiva. “Parece que a Maria Clara sempre interpreta o mesmo papel. Mas não sei se é porque sempre reservam o mesmo tipo de personagem para ela ou se é porque ela não consegue ‘se libertar’ da personagem que fazia no Zorra Total”, diz Talita. Já Klebber Toledo foi o escolhido deste blogueiro que vos escreve e de Pedro Britto. O ator é verde para um papel tão complicado.

Já a categoria pior apresentador teve empate entre Faustão e Datena, mas Marcelo de Carvalho, que levou a estatueta em 2010, foi lembrado novamente, pelo jurado Paulo Victor. O mesmo não aconteceu com Daniela Albuquerque (“olá, Daniela!”), que se consagra bicampeã. Mas venceu por pouco: logo atrás dela, com três votos, apareceu Christina Rocha, a apresentadora do Casos de Família, votada por Jean, Lucas e Jefferson. Elas bem que poderiam fazer uma dupla e lançar um novo programa: Olá Daniela, Alô Christina! Que dupla, hein? “Embora o formato do programa dela seja relacionado à ‘barraco’ isso não infringe que a apresentadora também seja ‘barraqueira’”, diz Jefferson, sobre Christina. Patricia Abravanel, herdeira de Silvio Santos, também debuta no Troféu Santa Clara com dois votos (meu, inclusive). “Cheia de poses, frases de efeito bem gravadas, caras e bocas, com uma animação planejada, esbanja superficialidade. E, claramente, em breve pode ter seu próprio programa. Medo”, analisa Luly.

Zorra Total, que não levava um troféu de pior humorístico desde 2008, voltou a figurar entre os vencedores do Santa Clara. Ficou mais fácil para ele depois que o Casseta & Planeta saiu do ar, e a vitória foi folgada. Mas num distante segundo lugar, apareceu o Pânico na TV, e merecidamente: a trupe de Emílio Surita não está em seu melhor momento. “O humorístico caiu muito, desandou e acabou perdendo o brilho que já o fez ser o melhor”, diz Britto que, ao lado de Augusto, votou no dominical. Já pior locutor, não tem pra ninguém: Galvão Bueno segue invicto, tornando-se uma lenda no Troféu Santa Clara: entra ano e sai ano, dá Galvão na cabeça!

Na categoria jornalístico, não faltavam “boas opções”, como SBT Brasil e Record Notícias. O gigantesco noticioso da hora do almoço da Record, aliás, foi vice, arrebatando os votos de Talita, Britto e Augusto. “Nesse programa, jornalismo rima com sensacionalismo de uma maneira impressionante. A Record consegue a proeza de exibir uma desgraça seguida da outra por duas horas e meia, de segunda a sexta”, observa Augusto. Outro honroso segundo lugar aconteceu na categoria revista eletrônica, com os quatro votos obtidos pelo A Tarde É Sua. “Vamos aproveitar que a tarde é sua e falar um pouco sobre essa polêmica, né, que é escolher a pior revista eletrônica de variedades. Mas antes, é rapidinho, só um recadinho da Tekpix!”, brinca Lucas, que votou no programa de Sonia Abrão, junto com Fabio, Augusto e eu.

As loiras Xuxa e Ana Hickmann viram suas atrações, TV Xuxa e Tudo É Possível, empatarem em segundo lugar na categoria pior programa de auditório. “O Tudo É Possível já não mais o mesmo desde a saída de Eliana. É um quadro pior que o outro”, compara Daniel Abrão. Em pior reality, Ídolos teve expressiva votação, sendo indicado por Luly, Augusto, Luana e Britto. “No fim, em cinco temporadas acontece sempre a mesma coisa: o ídolo não surge. Ou seja, este reality é uma grande enganação” constata Luana. Em pior série, Batendo Ponto também leva um honroso segundo lugar. “A série desperdiçava o talento de Ingrid Guimarães, com histórias bobas, que tentavam sem êxito serem engraçadas”, crê Aion.

Fiasco do ano, como sempre, rende as respostas mais inusitadas e divertidas. Embora o quiprocó de Datena e Record tenha levado fácil, tem como ficar indiferente diante da falsa morte de Amin Khader (lembrada por Talita) ou as chatérrimas dancinhas do Rodrigo Faro? “Aquilo lá já deu o que tinha que dar, está na hora de inovar”, diz Aion que, assim como a torcida brasileira, não vê graça nas performances de O Melhor do Brasil.



Escrito por André San às 12h31
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Sobre o Troféu Santa Clara

O Troféu Santa Clara é um prêmio fictício criado pela Folha de S. Paulo no ano de 1997. Na ocasião, o jornal reunia seus jornalistas especializados em TV num júri, que votava nos piores daquele ano na TV. Os vencedores eram revelados no extinto caderno TV Folha e, posteriormente, na Folha Online, sempre na semana do dia de Santa Clara, padroeira da TV. A última edição foi realizada em 2004. Em 2008, o blog TELE-VISÃO resgatou a ideia, montando um júri de blogueiros convidados especializados em TV, para dar continuidade a essa divertida maneira de se apontar as falhas da nossa televisão.

O “prêmio” leva o nome de Santa Clara porque a santa é considerada a “padroeira da TV”. Clara Favarone foi uma religiosa que nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1193. Canonizada em 1255, em 1958 ela foi declarada “padroeira celeste da TV” pelo papa Pio 12. Assim, o dia 11 de agosto é considerado o dia da televisão.

Confira as edições anteriores do Troféu Santa Clara!

2010:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2010-08-08_2010-08-14.html

2009:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2009-08-09_2009-08-15.html

2008:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2008-08-10_2008-08-16.html

Contato: andre-san@bol.com.br .

Ano que vem tem mais! 



Escrito por André San às 12h29
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"Insensato Coração": quem morre e quem mata?

Quando Insensato Coração ainda era chamada de Lado a Lado, bem antes da estreia, Aguinaldo Silva tratou de avisar todo mundo que Norma, personagem de Gloria Pires, morreria antes do fim da trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, para que a atriz pudesse viver Griselda em Fina Estampa, na época chamada de Marido de Aluguel. Foi noticiado que um “quem matou?” seria utilizado na saga. Gilberto, Linhares e Dennis Carvalho, diretor de núcleo de Insensato Coração, trataram de negar a informação.

Já chamada de Insensato Coração, a novela teve sua sinopse divulgada pela imprensa especializada, o que irritou os autores. A tal sinopse previa o assassinato de Leo (Gabriel Braga Nunes), ou seja, ele seria a vítima de um assassino misterioso cuja identidade seria revelada apenas no último capítulo. Porém, prestes a entrar na semana derradeira, a novela ainda traz Leo e Norma vivinhos da silva. E ainda não se sabe ao certo quem é que morre, afinal!

Leo estava na mira, segundo revistas especializadas. Não é de hoje que as publicações davam como certa a morte do vilão da novela. A revista Minha Novela chegou a dar na capa a possível assassina do malvado: Eunice (Deborah Evelyn). Aliás, a mesma aposta que o blogueiro Lucas Andrade, do Portal Cascudeando, fez em seu blog ainda no início da novela. Com Leo desmascarado, não faltam personagens doidos para dar cabo no safado.

Mas os autores de Insensato Coração pretendem manter o mistério até quando puderem. Por isso, cenas falsas foram escritas para despistar a imprensa. Entre as últimas cenas que vazaram,e não dá pra saber se são as que valem ou as falsas, há o assassinato de Norma. A grande protagonista de Insensato Coração, portanto, está na mira, e os boatos sobre seu assassinato ganharam força nos últimos dias. Até saíram apostas sobre sua provável assassina: Wanda (Natalia do Vale).

Ao que tudo indica, a cena do assassinato misterioso irá ao ar na terça-feira, 16, faltando quatro dias para o fim. Ela deve ser desencadeada a partir de uma discussão entre Leo e Pedro (Eriberto Leão), em que o irmão malvado revela ao irmão bonzinho que não tem interesse nenhum por Norma, somente seu dinheiro. A viúva de Teodoro ouvirá tudo e confrontará Leo, afirmando que não destruiu as provas que o incriminam, e se prepara para ligar para Wagner (Eduardo Galvão) e pedir que o advogado entregue as tais provas para a polícia.

Ainda segundo a imprensa especializada, independente de quem morre, ficará claro que um não será o responsável pela morte do outro. Ou seja, caso morra Leo, Norma não será a assassina; se Norma morrer, não foi Leo quem a matou. Numa reta final eletrizante, Insensato Coração agora convida seu público a apostar não somente em quem é o assassino, mas também em quem é a vítima, num esquema que até lembra a morte de Saulo (Werner Schunemann), em Passione. E aí, quem morre? E quem mata? Aguardemos os próximos capítulos!

TELE-VISÃO Recomenda: “Clandestinos” em DVD

A Globo Marcas lança, em DVD duplo, a série Clandestinos, que foi ao ar em 2010, dirigida pelo dramaturgo João Falcão. O DVD conta com mais de quatro horas de conteúdo, os testes originais do elenco e o extra Clandestinos - A Vida Real – quadro  exibido no Fantástico em 2010.

A trama conta a história do autor e diretor de teatro Fábio, que resolve fazer um teste de elenco para sua próxima peça. Sem dinheiro ou planejamento, ele publica a convocação na internet. A proposta dá certo e reúne dezenas de jovens aspirantes ao estrelato, que são os verdadeiros personagens da série, revelando suas emocionantes e diferentes histórias.

Para auxiliar suas decisões, Fábio conta com a ajuda de sua assistente e produtora Elisa, com quem já viveu um romance. Com uma narrativa metalinguística e intensa, Clandestinos mostra como nem sempre o glamour faz parte da vida dos artistas.

Coluna SÉRIES EM SÉRIE no TELE HISTÓRIA:

http://www.telehistoria.com.br/colunas/index.asp?id=13607




Escrito por André San às 16h59
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Efeito Datena: "estrago" ainda não foi reparado

Os ecos provocados pela saída-relâmpago de José Luiz Datena na Band não cessaram mesmo com seu retorno ao comando do Brasil Urgente na tarde de ontem, 8. A “indecisão” do apresentador pode ter sido boa para ele, financeiramente falando, mas, em termos de resultados práticos, tanto a Record quanto a Band saíram perdendo.

A volta de Datena ao Brasil Urgente, alardeada aos quatro ventos em campanha maciça, rendeu apenas 4 pontos no Ibope. Apenas um ponto acima da edição do policialesco que foi ao ar na sexta, 5, sob a batuta de Luciano Faccioli. E bem menos do que Datena costumava alcançar antes de retornar à Record. Enquanto isso, na Record, o Cidade Alerta, comandado por Willyam Travassos, obteve média de 7 pontos. Ou seja, se num passado não muito distante, Brasil Urgente era vice-líder de audiência, ontem teve de se contentar com um parco quarto lugar, atrás de Globo, Record e SBT.

Ainda é cedo para qualquer análise mais aprofundada, já que é sabido que leva um certo tempo para que o espectador assimile o atual cenário e os números se acomodem. Mas, ao analisarmos os resultados da volta, percebe-se que o “vai-e-volta” de Datena provocou uma espécie de pulverização do público. Grande parte o acompanhou à Record, e outra permaneceu na Band. De volta à Band, Datena viu parte de seu público ficar no Cidade Alerta. A audiência que curte os policialescos do fim de tarde se dividiu, e quem se deu bem mesmo foi o SBT, que, com Casos de Família e Chaves, viu seus números subirem.

José Luiz Datena sempre foi tratado como estrela na Band porque funcionava como alavanca à programação noturna. Os bons desempenhos do Brasil Urgente se refletiam no Jornal da Band, que sofreu com as quedas nos índices do ornal policial. Agora de volta, o apresentador terá o grande desafio de apagar seus “rastros”, afinal, foi ele quem “obrigou” sua audiência a trocar de canal. Uma “brincadeira” que pode sair caro.

Já a Record foi ingênua ao acreditar que apenas o nome de Datena serviria para que o Cidade Alerta decolasse. Pouco investimento foi feito no policialesco, que é enorme e se vê obrigado a reprisar matérias de outros jornalísticos da emissora para preencher seu tempo. Nenhum apresentador faz milagre: é preciso estrutura. Agora, sem Datena, a emissora vê seu Cidade Alerta atingir números bastante próximos dos obtidos pela extinta maratona de Todo Mundo Odeia o Chris que, convenhamos, era bem mais barato. Agora é esperar para ver quanto tempo mais o Cidade Alerta permanece na grade da emissora, pois, até aqui, seu retorno não foi justificado.

Séries em Série: “Shattered” estreia no Brasil

O Universal Channel estreia amanhã, 10, às 22h, a primeira temporada de Shattered, com a exibição do primeiro episódio, "The Sins of Fathers". O horário principal da série será todas as quartas-feiras, às 22h. Produzida no Canadá, a série contará com 13 episódios.

Na trama, Ben Sullivan (Callum Keith Rennie) é um detetive que sofre com transtorno de múltiplas personalidades que o acomete após um traumático assassinato em sua família. A cada semana, ele e sua parceira Amy Lynch (Camille Sullivan) trabalham para resolver os casos de homicídio em Vancouver, no Canadá. Ben, que esconde a sua doença de seus colegas, lida com a incerteza de nunca saber qual de suas personalidades prevalecerá e quando isso ocorrerá.

No episódio de estreia, o detetive Ben Sullivan (Callum Keith Rennie) conhece sua nova parceira, Amy Lynch (Camille Sullivan). A primeira investigação da dupla é um caso envolvendo um serial killer que assassina garotos na faixa dos 15 anos e marca a pele de suas vítimas.

Os detetives procuram o suspeito em um depósito, onde o encontram. Ben acaba lutando com ele e obriga Amy a atirar. O criminoso não resiste. A dupla retorna ao escritório e é chamada para relatar sobre o que aconteceu durante a busca. Amy questiona a ordem de Ben, mas ele não se lembra de tudo.

Coluna de TV do GUIA DA SEMANA:

http://t.co/dPM2sar

 



Escrito por André San às 12h12
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BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, andresantv@yahoo.com.br
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